Um pé no travão, outro no acelerador, com o cinto de segurança da all@work

2019-01-07T11:58:37+00:00 7 de Janeiro , 2019|

Foi em pleno coração vianense que nasceu a Sanitop, há 25 anos. Pequena e familiar, a empresa ganhou rapidamente força para lá das linhas de filigrana da união entre Johan Stevens e Elisa Carvalho. Hoje, a empresa de climatização e de materiais para instalações sanitárias, é ouro no mercado nacional, tendo conquistado a liderança a partir de 2004.

Os primeiros passos da Sanitop foram dados lado a lado com as soluções informática locais, mas o crescimento exponencial fez a empresa galgar novos terrenos. Dos estádios às grandes obras de referência, a evolução exigiu à instituição a entrada “de um parceiro e de uma solução com mais potencial, com mais capacidade, que permitisse crescer sem limitações”.

“De acordo com uma análise de mercado e das referências que nos foram sendo dadas, pareceu-nos que a empresa antecedente da all@work seria o melhor parceiro”, explica o diretor geral Johan Stevens. É assim que, desde o final dos anos 90, a all@work está intrinsecamente ligada ao ADN da Sanitop, com a aposta em novas tecnologias e o desenho de soluções em conjunto.

“Toda a gente achava que tudo ia acabar em 2000 e que os sistemas informáticos iam entrar em rutura.” Mas não foi isso que aconteceu. Pelo contrário, ao virar do milénio, a informática proporcionou avanços notáveis e essenciais para fazer estabelecer novos modelos de negócio. Ainda antes de a all@work ter surgido com um novo nome e uma nova imagem, já as histórias da Sanitop e da empresa de soluções informáticas se cruzavam. Por isso, celebrar os 10 anos da all@work é também dar vivas à Sanitop e ao seu crescimento edificante.

Agraciado com um prémio na categoria de Inovação Organizacional dos Alto Minho Ativar IPVC Business Awards 2018, o diretor-geral da Sanitop acredita que as conquistas são resultado da conjugação entre a prata da casa e uma estrutura externa de suporte fornecida pela all@work: “Ininterruptamente, durante estes anos todos, fomos evoluindo, com vários projetos em conjunto.”

Se a estrutura de conforto da Sanitop é caracterizada pela máxima qualidade, à all@work é atribuída uma arquitetura de preocupação integradora, pelos sistemas de gestão de armazéns, de stock, de crédito e website, sempre em torno de um ERP central.

Na vanguarda das soluções informáticas, a Sanitop acredita que a inovação levará a empresa mais longe. É de realçar “o sistema de gestão de armazéns”. “Foi um projeto muito ambicioso, de que a Sanitop foi pioneira em Portugal”, concretiza Stevens.

A Sanitop valoriza o “sistema sólido e a solução estável, que possibilita estar online com 20 pontos de venda”, distribuídos pelo país. Também sublinham a questão da rapidez: “Hoje temos lojas ligadas com fibra, não há perdas de dados e é uma solução fiável”, acrescenta Stevens.

É nas parcerias ininterruptas e nas sinergias entre pessoas que mora o sucesso e é também por isso que hoje a Sanitop é uma casa acolhedora e calorosa, que investe na climatização de ambientes e na inovação tecnológica. Entre Portugal, Cabo Verde e Moçambique, a empresa conta com 200 colaboradores atualmente, o que a dota de calor humano e de uma resistência única para combater os problemas.

E, como em qualquer casa, eles também assistiram “entre 2010 e 2015, uma altura em que o setor (da construção) sofreu uma redução de 45%, o que nos obrigou a adotar outra forma de gerir o negócio”, adianta o diretor geral da Sanitop. Mas foi em pleno momento de crise que a empresa decidiu apostar “na inovação, em novos conceitos e em novas oportunidades, que, ironicamente, surgiram nos momentos menos felizes”. Para poupar no aquecimento, muitas pessoas apostaram na biomassa. “Houve uma alteração das caldeiras a gasóleo para bombas de calor e nós apostámos seriamente nessa área”, adianta Johan Stevens.

Foi também à boleia da alvorada do turismo e do retorno dos investimentos na construção que, desde 2015, o crescimento tem acontecido, tal qual um arranha-céus que se aventura com segurança.

Hoje, “Portugal está na moda” e a Sanitop também acompanha as tendências. Se “antes da crise haviam 500.000 casas disponíveis para vender”, atualmente esse stock está esgotado, com as licenças para a construção a aumentar 40% este ano.

Aproveitando a aprendizagem adquirida durante os momentos menos gloriosos, a companhia líder do mercado nacional soube olear a máquina empresarial na perfeição, para operar até nos lugares onde a concorrência deixou de vender.

Com software e soluções à medida dos seus desafios, a Sanitop está mais preparada hoje para enfrentar obstáculos e, apesar dos indicadores positivos, a empresa não vive numa bolha de especulação. “Sempre tivemos uma estratégia mista: um pé no travão e um pé no acelerador”, assevera o empresário.

Para manter a casa quente, a Sanitop conta com a construção e o desenho da all@work, com um know-how já conquistado e com novos desafios que se avizinham, desde a digitalização total de processos à antecipação de necessidades dos clientes, passando por uma análise de dados mais aprofundada.

Para o futuro, de que nunca descura, a empresa já põe os olhos na inteligência artificial, de forma a digitalizar todos os processos e aumentar a eficiência. Mas, para Stevens, este deve ser um casamento feliz entre as potencialidades das máquinas e as capacidades humanas, até porque, diz o empresário, “há coisas em que os humanos vão ser sempre superiores: coragem, empatia, entusiasmo”.

É por isso que a relação da Sanitop e da all@work soube ultrapassar crises de mãos dadas e são os recursos humanos os grandes impulsionadores de valores como a parceria e a confiança.